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Um cortejo cultural animou a manhã desta quarta-feira (29) no IX Congresso Brasileiro de Prevenção às DST e Aids. Ao som do maracatu, artistas da Cia Paulista de Artes de Jundiaí e outros voluntários que se juntaram à trupe percorreram os espaços do Anhembi, convidando o público a dançar, cantar, rimar e, porque não, se abraçar. A intervenção, que acontecerá em outros momentos do evento, marcou o lançamento da Vila Cultural.


Participantes dos Congressos e Fóruns de Prevenção em DST, Aids e Hepatites Virais disseram à Agência de Notícias da Aids sobre o que esperam do evento que começou nesta terça-feira, 28 de agosto, em São Paulo, e segue até a próxima sexta-feira, 31.
O coordenador da Rede de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids, José Rayan, entende o Congresso como uma oportunidade de articulação entre os movimentos e formatação de ações a serem desenvolvidas. Este é a terceira edição que ele participa e acredita que será um encontro “mais político” do que os anteriores. “Os congressos têm se destacado por ações de mobilização , além do aspecto técnico e científico”, disse.


A necessidade de “aprimorar” algumas estratégias de prevenção e serviços de assistência foi a fala em comum dos gestores públicos que participaram na noite dessa terça-feira, 28 de agosto, em São Paulo, da abertura dos Congressos Brasileiros de Prevenção e dos Fóruns Latino-americanos em DST, Aids e Hepatites Virais. Já para os representantes do movimento social, o consenso foi que houve “retrocesso” na resposta nacional contra a epidemia.

O maior protesto ocorreu quando o Secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, começou a falar. Por representar o governo federal no evento, Jarbas foi interrompido com os seguintes coros: “Oh Dilma, que papelão, não se governa com religião”, “Eu quero tchu, eu quero tcha, eu quero ver a saúde melhorar”; e “Tenho aids, tenho pressa, saúde é o que interessa”.


No primeiro dia do V Fórum Comunitário Latino-americano e do Caribe em HIV/Aids e DST, que acontece no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo, ativistas se reuniram para discutir direitos sexuais e reprodutivos na região. Os representantes do Uruguai, México, Brasil e Chile reforçaram a necessidade de políticas públicas na área de saúde com a perspectiva em direitos humanos e que agreguem as necessidades de diversos grupos, mas sem perder a coletividade.

A ativista Eugenia López, do México, lembrou que embora os direitos sexuais e reprodutivos sejam para todos, há uma série de violações a eles, especialmente quando se perde de vista a perspectiva humana e social. “As mulheres com HIV sofrem violações desses direitos antes e depois do diagnóstico. E as mulheres e jovens estão mais vulneráveis ao HIV hoje, como consequência das violações desses seus direitos”. Segundo Eugenia, o estigma e a discriminação só aumentam a vulnerabilidade desses grupos.




Data: de 28/08/2012 até 31/08/2012
Local:Anhembi Parque.  Av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana. São Paulo.
Contato:Organização cultural: Tel. (0XX61) 3315-9809
A programação prevista para os três dias de evento é planejada para dar destaque a uma questão relacionada às respostas regionais às DST/aids. No primeiro dia, as atividades buscam enfocar a temática da reforma dos sistemas de saúde no Brasil e na América Latina e Caribe, trazendo à tona, em particular, uma reflexão crítica da atualidade e as implicações para a prevenção e o cuidado em saúde.


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