Os dados até podem ser desencontrados, há várias estatísticas de setores diferentes, mas mesmo assim, assustadores. O número de jovens vidas perdidas no Brasil, por violência ou em acidentes de trânsito já deveria estar sendo mote de grandes debates nacionais, de uma preocupação prioritária de governos e autoridades de todos os níveis. Mas, silenciosamente, os índices só crescem, levando consigo uma pequena multidão de meninos e meninas, garotas e garotas que perecem sob o manto impune dos crimes e das tragédias das rodovias, estradas e ruas.
Em 1998, morriam por assassinato 30 jovens para cada grupo de 100 mil habitantes. No ano passado, esse percentual saltou para 53 jovens mortos para o mesmo tamanho de população. No trânsito, 40 mil brasileiros estão perdendo a vida todos os anos. Desse total, 70% (ou 28 mil), são pessoas com menos de 30 anos de idade. Os números oficiais apontam que em torno de 35 mil jovens, na faixa etária dos 12 aos 19 anos, perderam suas vidas para assassinos, nos últimos seis anos. A fúria dos criminosos não para e a de jovens vidas ceifadas também não. Somando-se tudo (crimes e trânsito), o Brasil pode estar perdendo, por ano, algo em torno de 20 mil jovens, algo parecido com toda a população da cidade de Candeias do Jamary, por exemplo.
Há uma soma de fatores para que o verdugo da morte esteja cercando nossos jovens. Álcool, drogas, permissividade, descontrole familiar, falta de oportunidades, desrespeito à convivência social, ensino ruim. Motivos não faltam. É por isso que nossos governantes deveriam conclamar a sociedade toda para que se busquem alternativas que amenizem essas tragédias contra vida de milhares de brasileiros, que deveriam ser o futuro da Pátria. Não temos o direito de deixar tanta gente nova morrer, sem que se faça um grande esforço nacional para proteger a vida delas!
Por: Sérgio Pires
Fonte: rondoniadinamica.com
