Na terça-feira do dia 10, o GAPA-BA deu início a mais uma formação, desta vez, sobre a temática Direitos Humanos. A Rede Conexão Jovem entrevistou Mariana Cotrim, uma das capacitadoras do curso. Clique em "Leia a matéria completa" e confira a primeira parte.
RCJ: Então, pra começar, por favor, nos diga o que é a formação, qual a duração, os objetivos e a metodologia.
MC: Essa formação é prevista através do convênio com o Ministério da Saúde em que seja feita uma formação de 72 horas, divididas em 9 grupos de 8 horas, para agentes multiplicadores de direitos humanos, sendo que a partir do que for passado nessa capacitação, as pessoas multipliquem e divulguem o aprendizado também em outras redes. A metodologia é através da discussão de casos práticos, de preenchimento, de exercícios, aulas justificativas, trocas, exposições e através de slides. Um material didático é fornecido, como por exemplo, um módulo com textos complementares pra leitura.
RCJ: A quem se destina principalmente e qual a importância desta formação?
MC: Essa formação é destinada não só a pessoas vivendo e convivendo com HIV, tuberculose ou hepatites virais, como a pessoas que atuam na área social e que atuam principalmente com esse público. A importância está na ampliação do conhecimento, e não só a ampliação, mas também adquirir novos conhecimentos em relação à temática de direitos humanos na esfera mais ampla, porque na capacitação a gente vai tratar não só sobre a parte da legislação como também sobre a questão psicossocial, estigmas, discriminação, temas polêmicos atuais como a criminalização, também políticas sociais e esclarecimentos sobre direitos.
RCJ: O que se espera que as pessoas que estão fazendo essa formação levem de utilidade prática pra depois do curso?
MC: A nossa expectativa é que com as ferramentas que estão sendo oferecidas, tanto haja o esclarecimento sobre procedimentos práticos, bem com a teoria, bem com o esclarecimento sobre a legislação dos seus direitos. Esperamos que as pessoas possam aplicar isso no seu dia-a-dia, não só no seu ambiente de trabalho, mas também no seu ambiente social, pra que, munidas desses instrumentos, possam se emancipar e tomar frente na resolução de algumas questões sem ficar dependendo do auxílio de terceiros.
