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Nesta quinta-feira, 26 de julho, na Conferência Internacional de Aids, muito foi falado sobre os desafios e soluções para reverter as taxas desproporcionalmente altas de prevalência de HIV nos grupos mais vulneráveis de infecção, que incluem homens que fazem sexo com homens (HSH), usuários de drogas injetáveis, transgêneros e trabalhadores do sexo.

Foto: © IAS/Steve Shapiro - Commercialimage.net
“Se nós vamos aproveitar a vantagem das grandes possibilidades que a ciência agora nos permite no combate à epidemia, nós precisamos urgentemente das populações mais vulneráveis na mesa, mas ao mesmo tempo precisamos que governos vejam que estão fazendo políticas que estão criminalizando preferências sexuais e comportamentos de pessoas ao invés de lidar com essas questões como assunto de saúde pública”, disse Elly Katabira, presidente da Sociedade Internacional de Aids (IAS, na sigla em inglês).

Paul Semugoma, palestrante oriundo do fórum global de HSH e HIV, falou sobre a relação dos HSH com o HIV. “Nós podemos virar a maré contra o HIV. Nós podemos alcançar pontos muito altos, chegar a um mundo com zero novas infecções, mas não sem abraçar as necessidades de todos os afetados pelo HIV, inclusive os HSH”, acredita ele.

Uma reforma legal e um maior envolvimento de trabalhadores do sexo em estratégias de prevenção do HIV serão cruciais para alcançar os desafios que as mudanças no jogo das novas tecnologias de prevenção e tratamento como prevenção trouxeram. É o que Cheryl Overs (Austrália), pesquisadora da universidade de Monash, argumentou em sua apresentação A maré não pode ser virada sem nós: epidemia do HIV entre populações-chave afetadas. “Trabalhadores do sexo de Suécia à Singapura à Swazilândia dizem que as maiores ameaças para sua saúde e direitos humanos são as leis e a políticas que tornam impossível encontrar lugares seguros para trabalhar e os impedem de desfrutar das mesmas oportunidades e proteções que os outros trabalhadores e cidadãos têm acesso”.

Debbie Mcmillan, dos EUA falou sobre a questão entre os transgêneros: “Somos as pessoas que estão cansadas de ser o alvo dessa epidemia e outras tempestades. Tenho o sonho de que um dia a sociedade reconhecerá a população transgênero como humana e merecedora de todos os direitos assegurados à maioria dos cidadãos”.

Gottfried Hirnschall, diretor do Departamento de HIV da OMS, discutiu sobre a expensão da testagem e do tratamento com antirretrovirais (TARV). Segundo ele, cerca de metade das pessoas no mundo que precisam do TARV têm acesso a ele atualmente, mas para cada pessoa que começa o TARV, outras duas são infectadas. A OMS argumenta que a aplicação dos novos conhecimentos sobre os benefícios clínicos e preventivos de tratamento antirretroviral é fundamental para resolver esta lacuna. Isso significa, por exemplo, prover o TARV para o parceiro negativo de um casal sorodiscordante, para mulheres grávidas soropositivas e populações chave, tanto para manter as pessoas infectadas saudáveis quanto para reduzir a transmissão.

Redação da Agência de Notícias da Aids

Fuente: http://www.agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=19418